Quanto do faturamento de um e-commerce deveria vir de clientes recorrentes?

| Por: Melissa Wilbert
E-mail Marketing, Whatsapp Marketing, CRM, E-commerce, Tráfego Pago, Mídia & Ads
Quanto do faturamento de um e-commerce deveria vir de clientes recorrentes?

Quando falamos em crescimento no e-commerce, normalmente pensamos em atrair novos clientes, aumentar o tráfego e conquistar mais vendas.

Mas e quem já comprou? Quanto essas pessoas representam no faturamento da sua loja?

Essa é uma pergunta que vale a pena fazer, principalmente quando pensamos em crescimento a longo prazo.

Afinal, existe um percentual ideal?

Segundo dados da Flowbiz, divulgados pelo E-Commerce Brasil em 2026, 47% da receita das operações analisadas vem de clientes recorrentes.

Outro dado interessante: o ticket médio na recompra é 32% superior ao de clientes novos.

Isso não significa que toda loja precisa atingir esses números. Afinal, o comportamento de compra muda bastante entre segmentos.

Mas, como ponto de partida, buscar uma participação de 35% a 45% do faturamento vindo de clientes recorrentes pode ser uma referência interessante para operações com potencial de recompra.

E aqui entra um detalhe importante: não basta olhar apenas para o percentual.

Ter mais clientes recorrentes significa vender melhor?

Imagine duas lojas:

Loja ALoja B
FaturamentoR$ 500 milR$ 1 milhão
Receita recorrenteR$ 250 milR$ 350 mil
Participação50%35%

A Loja A tem uma participação maior de clientes recorrentes. Mas a Loja B, mesmo com um percentual menor, gera mais receita com esses consumidores.

Ou seja, um percentual alto nem sempre significa um resultado melhor.

Precisamos entender se a receita recorrente está crescendo de verdade ou se a participação aumentou porque a aquisição de novos clientes diminuiu.

E onde entra o CRM nessa história?

É aqui que os dados começam a fazer diferença.

Mais do que enviar campanhas, uma estratégia de CRM precisa entender o comportamento de quem compra.

Quem fez a primeira compra voltou? Quanto tempo levou? Quais clientes compram com frequência? E quais estão deixando de comprar?

Essas respostas ajudam a criar jornadas mais relevantes, desde o pós-compra até ações de recompra, relacionamento e reativação.

E nem tudo precisa ser desconto.

Às vezes, apresentar um produto complementar, comunicar uma novidade ou simplesmente aparecer no momento certo pode fazer mais sentido do que oferecer mais um cupom.

O crescimento precisa acontecer dos dois lados

Atrair novos consumidores continua sendo essencial. Afinal, todo cliente recorrente já foi um cliente novo.

Mas depender apenas de novas aquisições pode tornar o crescimento cada vez mais caro e desafiador.

Por isso, além de acompanhar o faturamento recorrente, vale observar a taxa de segunda compra, o intervalo entre pedidos e a evolução da receita dessa base.

No fim, a pergunta não é apenas quanto do faturamento vem de clientes recorrentes.

É quanto a sua marca está conseguindo crescer com os clientes que já conquistou, sem deixar de atrair novos.

Fonte:
E-Commerce Brasil — Taxa de recompra: a métrica que a maioria dos e-commerces ainda mede errado

E-Commerce Brasil — CRM e automações para e-commerce em 2026

Os percentuais sugeridos são referências de planejamento e devem ser avaliados conforme o segmento e a maturidade de cada operação.

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